Foi realizado no dia 27 de Novembro de 2007 um encontro entre estudantes Universitários e Políticos,o mesmo aconteceu dentro do ônibus no trajeto Santa Cruz do Capibaribe-PE a Campina Grande-PB.
O convite feito pelo estudante de comunicação social da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e apresentador do programa de rádio Sulanca News, Melqui Lima, e aceito pelos vereadores Dimas Dantas e Ernesto Maia, surgiu através de alguns boatos, na Câmara de vereadores de Santa Cruz, que se discute muito sobre política neste referido ônibus. Estas conversas chegaram aos ouvidos dos vereadores acima mencionados e despertaram a curiosidade dos mesmos em saber mais sobre tais discussões, assim surgiu a oportunidade dos estudantes estarem frente-a-frente com seus representantes.
Foram feitos diversos questionamentos, desde infra-estrutura, saúde, administração pública e economia, entre outros. Os vereadores conquistaram a simpatia da maioria, pois não fugiram das questões apresentadas e rebateram com sugestões para os problemas apresentados.
O vereador Dimas Dantas foi mais questionado por ter mudado de partido recentemente a menos de um ano e defender o seu ex-desafeto político o prefeito de Santa Cruz, Zé Augusto. Já o legislador Ernesto Maia, foi sabatinado por ser o atual sindico presidente do condomínio Moda Center Santa Cruz.
Todos os estudantes tiveram oportunidade de fazer a sua pergunta, relacionada ou não a sua área de estudo. Este tipo de evento tem como finalidade aproximar os políticos do povo, neste caso, representados pelos universitários. O encontro foi muito proveitoso, pois há o interesse de outros políticos em debater com os estudantes suas propostas e mostrar seu trabalho.
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
LITERATURA DE CORDEL
Clecio DiaS
Os estilos das estrofes e a métrica vieram nas caravelas
portuguesas na época do descobrimento, mas a literatura de cordel adquiriu ares nordestinos tão marcantes que praticamente se tornou uma expressão artística genuinamente nordestina. E mais ainda: uma expressão que se desenvolveu somente aqui na região Nordeste do Brasil.Os cantadores repentistas, os aboiadores, os emboladores e os cordelistas foram e ainda são, apesar da “desvalorização” de que são vítimas no dia-a-dia, os principais produtores e disseminadores desta arte que atualmente ainda passa por análises acadêmicas que já dão conta do seu valor artístico e cultural. Por isso, os versos que eram recitados pelos “matutos”, não-alfabetizados, miseráveis, sertanejos nordestinos foram muito discriminados pelas outras regiões. Isto é, com o mesmo grau que discriminavam as pessoas nordestinas trataram de discriminar toda a arte produzida aqui como sendo tão pobre e tão miserável quanto à situação em que os nordestinos viviam.Toda a cultura do sertão nordestino, as secas, as crenças religiosas, etc., eram contadas pelos artistas da palavra que conseguiam cantar e de forma genial o modo de vida do povo simples que sempre foi excluído e “massacrado” vítima de um preconceito que mesmo tenha perdido a força ainda deixa rastros difíceis de serem apagados pelo tempo. Esses artistas que tiveram muitas de suas obras “jogadas no chão” como sendo obras de analfabetos, ingênuos estão sendo hoje largamente redescobertos nas universidades, sobretudo do Nordeste, onde há uma tentativa de ressuscitar grande parte de nossas origens e colocar nossa verdadeira identidade no lugar que merece.O que se busca, em outras palavras é, através da redescoberta de formas artístico-culturais que nasceram e adquiriram originalidade no Nordeste mostrar que o povo nordestino não é nem nunca foi esse “emaranhado de pobreza cultural” – idéia que através dos tempos foi disseminada, inclusive em “Os Sertões” de Euclides da Cunha. Outrossim, mostrar que aqui não só existiam a seca e os retirantes como se “convencionou” pelos sulistas e até por grande parte de nordestinos, mas existia também, uma vasta produção artística que se consolidou e que expressou os anseios, o modo de vida, as particularidades e principalmente a arte de um povo que ao longo do tempo foi estigmatizado como sendo inferior à cultura de outras regiões.Hoje em dia, que se dá tanta ênfase ao relativismo cultural, ou seja, as culturas são diferentes e não melhores ou piores que outras, a literatura de cordel se liberta das correntes do desprezo a que foi submetida durante décadas e alcança um status que, embora não seja o ideal já é divulgado em meios de comunicação que antes a ignoravam. No entanto, os meios de comunicação de massa ainda se negam a inserir em sua programação as artes “estigmatizadas”.A literatura de cordel é uma das incontáveis manifestações do povo nordestino. Teve uma utilidade incalculável no seio do sertão da nossa região, onde se desenvolveu com mais intensidade. O cordel serviu como jornal, como novela, como filme, como protesto, como cartilha, como coluna social de um povo que não tinha acesso a nenhum desses privilégios. Por tudo isso, é essencial que o cordel esteja nas escolas e que seu valor seja transmitido integralmente à nova geração, que como essa nossa está correndo o risco de dar as costas às nossas origens e dar continuidade a supervalorização das culturas sulistas que sobrepõem a nossa e criam em nós mesmos o preconceito em relação às manifestações oriundas das nossas próprias origens. Em síntese: um preconceito sobre nós mesmos!
Os estilos das estrofes e a métrica vieram nas caravelas
portuguesas na época do descobrimento, mas a literatura de cordel adquiriu ares nordestinos tão marcantes que praticamente se tornou uma expressão artística genuinamente nordestina. E mais ainda: uma expressão que se desenvolveu somente aqui na região Nordeste do Brasil.Os cantadores repentistas, os aboiadores, os emboladores e os cordelistas foram e ainda são, apesar da “desvalorização” de que são vítimas no dia-a-dia, os principais produtores e disseminadores desta arte que atualmente ainda passa por análises acadêmicas que já dão conta do seu valor artístico e cultural. Por isso, os versos que eram recitados pelos “matutos”, não-alfabetizados, miseráveis, sertanejos nordestinos foram muito discriminados pelas outras regiões. Isto é, com o mesmo grau que discriminavam as pessoas nordestinas trataram de discriminar toda a arte produzida aqui como sendo tão pobre e tão miserável quanto à situação em que os nordestinos viviam.Toda a cultura do sertão nordestino, as secas, as crenças religiosas, etc., eram contadas pelos artistas da palavra que conseguiam cantar e de forma genial o modo de vida do povo simples que sempre foi excluído e “massacrado” vítima de um preconceito que mesmo tenha perdido a força ainda deixa rastros difíceis de serem apagados pelo tempo. Esses artistas que tiveram muitas de suas obras “jogadas no chão” como sendo obras de analfabetos, ingênuos estão sendo hoje largamente redescobertos nas universidades, sobretudo do Nordeste, onde há uma tentativa de ressuscitar grande parte de nossas origens e colocar nossa verdadeira identidade no lugar que merece.O que se busca, em outras palavras é, através da redescoberta de formas artístico-culturais que nasceram e adquiriram originalidade no Nordeste mostrar que o povo nordestino não é nem nunca foi esse “emaranhado de pobreza cultural” – idéia que através dos tempos foi disseminada, inclusive em “Os Sertões” de Euclides da Cunha. Outrossim, mostrar que aqui não só existiam a seca e os retirantes como se “convencionou” pelos sulistas e até por grande parte de nordestinos, mas existia também, uma vasta produção artística que se consolidou e que expressou os anseios, o modo de vida, as particularidades e principalmente a arte de um povo que ao longo do tempo foi estigmatizado como sendo inferior à cultura de outras regiões.Hoje em dia, que se dá tanta ênfase ao relativismo cultural, ou seja, as culturas são diferentes e não melhores ou piores que outras, a literatura de cordel se liberta das correntes do desprezo a que foi submetida durante décadas e alcança um status que, embora não seja o ideal já é divulgado em meios de comunicação que antes a ignoravam. No entanto, os meios de comunicação de massa ainda se negam a inserir em sua programação as artes “estigmatizadas”.A literatura de cordel é uma das incontáveis manifestações do povo nordestino. Teve uma utilidade incalculável no seio do sertão da nossa região, onde se desenvolveu com mais intensidade. O cordel serviu como jornal, como novela, como filme, como protesto, como cartilha, como coluna social de um povo que não tinha acesso a nenhum desses privilégios. Por tudo isso, é essencial que o cordel esteja nas escolas e que seu valor seja transmitido integralmente à nova geração, que como essa nossa está correndo o risco de dar as costas às nossas origens e dar continuidade a supervalorização das culturas sulistas que sobrepõem a nossa e criam em nós mesmos o preconceito em relação às manifestações oriundas das nossas próprias origens. Em síntese: um preconceito sobre nós mesmos!
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Primeiro Aniversário do Moda Center Santa Cruz
Manoela Ramos
O aniversário do Moda Center Santa Cruz (parque das feiras), localizado na cidade de Santa Cruz do Capibaribe – pólo de confecções do agreste pernambucano - foi comemorado com o primeiro Festival da Moda, no qual ocorreram desfiles entre os dias 4 e 6 de novembro. E com a apresentação de atrações reconhecidas nacionalmente, numa arena montada no estacionamento do parque, como Leonardo e Fábio Júnior, e atrações estouradas em todo o Nordeste e em parte do Sul do Brasil como Aviões do Forró, Cavaleiros do Forró e Saia Rodada, do dia 09 ao dia 11 de novembro.
Os desfiles das novas coleções das fábricas locais, aconteceram no próprio parque e tiveram um público de aproximadamente 150 pessoas por dia. Segundo o comerciante Saulo Pontes, o fato desse pequeno comparecimento da população aos desfiles deveu-se a má divulgação do evento que focalizava toda a propaganda para os shows que iriam acontecer dos dias 9 a 11 de novembro.
No dia 9 aconteceram as apresentações no palco com Forró do Matricó e Leonardo – com um repertório indo desde grandes sucessos como Pareço um Menino a canções que empolgaram a platéia como Latinha na Mão – o qual apresentou-se quase 2 horas da manhã e Saia Rodada, que entrou na arena num trio elétrico às 4 horas da manhã. No dia 10 houve shows no palco com Trio Vira Copos e Fábio Júnior – com um repertório predominantemente romântico - que iniciou sua apresentação às 2 e meia da manhã e Cavaleiros do forró que veio num trio elétrico quase 5 horas da manhã. No última dia as atrações foram Bidinga, Forró dos Plays e Aviões do Forró para fechar o evento com muita animação.
O evento contou com a metade do público do ano da inauguração do parque, só chegando a atingir aproximadamente 75% do público do ano anterior no dia de Aviões do Forró. Segundo a estudante Lygia Maryanna, o evento deste ano foi mais bem organizado, devido a maior facilidade de se lidar com um público menor.
O aniversário do Moda Center Santa Cruz (parque das feiras), localizado na cidade de Santa Cruz do Capibaribe – pólo de confecções do agreste pernambucano - foi comemorado com o primeiro Festival da Moda, no qual ocorreram desfiles entre os dias 4 e 6 de novembro. E com a apresentação de atrações reconhecidas nacionalmente, numa arena montada no estacionamento do parque, como Leonardo e Fábio Júnior, e atrações estouradas em todo o Nordeste e em parte do Sul do Brasil como Aviões do Forró, Cavaleiros do Forró e Saia Rodada, do dia 09 ao dia 11 de novembro.
Os desfiles das novas coleções das fábricas locais, aconteceram no próprio parque e tiveram um público de aproximadamente 150 pessoas por dia. Segundo o comerciante Saulo Pontes, o fato desse pequeno comparecimento da população aos desfiles deveu-se a má divulgação do evento que focalizava toda a propaganda para os shows que iriam acontecer dos dias 9 a 11 de novembro.
No dia 9 aconteceram as apresentações no palco com Forró do Matricó e Leonardo – com um repertório indo desde grandes sucessos como Pareço um Menino a canções que empolgaram a platéia como Latinha na Mão – o qual apresentou-se quase 2 horas da manhã e Saia Rodada, que entrou na arena num trio elétrico às 4 horas da manhã. No dia 10 houve shows no palco com Trio Vira Copos e Fábio Júnior – com um repertório predominantemente romântico - que iniciou sua apresentação às 2 e meia da manhã e Cavaleiros do forró que veio num trio elétrico quase 5 horas da manhã. No última dia as atrações foram Bidinga, Forró dos Plays e Aviões do Forró para fechar o evento com muita animação.
O evento contou com a metade do público do ano da inauguração do parque, só chegando a atingir aproximadamente 75% do público do ano anterior no dia de Aviões do Forró. Segundo a estudante Lygia Maryanna, o evento deste ano foi mais bem organizado, devido a maior facilidade de se lidar com um público menor.
sábado, 10 de novembro de 2007
Rádios Comunitárias
Ana Paula Amorim
RÁDIO COMUNITÁRIA é um tipo especial de emissora de rádio FM, criada para proporcionar informação, cultura, entretenimento e lazer a pequenas comunidades.
Trata-se de uma pequena estação de rádio, que dará condições à comunidade de ter um canal de comunicação inteiramente dedicado a ela, abrindo oportunidade para divulgação de suas idéias, manifestações culturais, tradições e hábitos sociais.
A RÁDIO COMUNITÁRIA deve divulgar a cultura, o convívio social e eventos locais; noticiar os acontecimentos comunitários e de utilidade pública; promover atividades educacionais e outras para a melhoria das condições de vida da população.
A idéia de rádio comunitária nasceu com o sentido de dar voz aos populares. Trata-se de uma pequena estação de rádio, que dá condições a determinada comunidade de ter um canal de comunicação inteiramente dedicado a ela, pelo qual seus membros vão divulgar suas idéias. Segundo Valdir Boffetti, professor do curso de Rádio e TV do Centro Universitário Municipal de São Caetano (IMES), sua principal característica é a participação efetiva da comunidade. "É diferente de uma rádio comercial local, por exemplo. Na comunitária as pessoas podem participar na produção da programação e não ficar na mera posição de ouvintes".
Estima-se que hoje existam dez mil rádios comunitárias no Brasil. A lei que as regulamenta é de 1998. Basicamente, ela determina que:
* é um tipo especial de emissora FM;
* deve ter alcance limitado a, no mínimo, um quilômetro a partir de sua antena transmissora;
* não pode ter fins lucrativos nem vínculos com partidos políticos, instituições religiosas etc.;
* não pode, em hipótese alguma, inserir propaganda comercial, a não ser sob a forma de apoio cultural, de estabelecimentos localizados na sua área de cobertura;
* não pode utilizar a programação de qualquer outra emissora simultaneamente, a não ser quando houver expressa determinação do Governo Federal.
De acordo com o Ministério das Comunicações, somente as "fundações e as associações comunitárias sem fins lucrativos, legalmente constituídas e registradas, com sede na comunidade em que pretendem prestar o serviço, cujos dirigentes sejam brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos, maiores de 18 anos, residentes e domiciliados na comunidade" podem se candidatar a montar uma rádio comunitária.
Normas
Atualmente, a autorização para execução do serviço de rádio comunitária é concedida por dez anos, podendo ser renovada por igual período. Cada entidade pode receber apenas uma autorização para execução do serviço, sendo proibida a sua transferência.
Se todos os requisitos da lei forem cumpridos, e um grupo pretender montar uma rádio para atender a sua comunidade, alguns cuidados devem ser tomados. Um deles diz respeito aos equipamentos. Um conjunto de transmissor de 25 watts, gerador de estéreo, cabos, antenas e mesa que custa em média R$ 3 mil.
Outro cuidado a ser tomado é na hora de escolha da sede da rádio comunitária. Deve ser levado em conta que a topografia influi no alcance da transmissão. Como as ondas de rádio FM se propagam em linha reta, por exemplo, se houver um obstáculo no caminho (prédio, montanha, torres etc), o sinal será interrompido. Por outro lado, se for um planalto, um transmissor de baixa potência vai alcançar longas distância — não é necessário comprar um de um milhão de watts se com um de 50 a questão estaria resolvida.
A legislação brasileira considera crime o não cumprimento das normas sobre instalação, programação, administração e transmissão da rádio comunitária. A punição vai desde uma advertência ou multa até a perda da autorização.
A programação de uma Rádio Comunitária
A programação diária de uma rádio comunitária deve conter informação, lazer, manifestações culturais, artísticas, folclóricas e tudo aquilo que possa contribuir para o desenvolvimento da comunidade, sem discriminação de raça, religião, sexo, convicções político-partidárias e condições sociais. Deve respeitar sempre os valores éticos e sociais da pessoa e da família e dar oportunidade à manifestação das diferentes opiniões sobre o mesmo assunto.
Fonte: Ministério das Comunicações
RÁDIO COMUNITÁRIA é um tipo especial de emissora de rádio FM, criada para proporcionar informação, cultura, entretenimento e lazer a pequenas comunidades.
Trata-se de uma pequena estação de rádio, que dará condições à comunidade de ter um canal de comunicação inteiramente dedicado a ela, abrindo oportunidade para divulgação de suas idéias, manifestações culturais, tradições e hábitos sociais.
A RÁDIO COMUNITÁRIA deve divulgar a cultura, o convívio social e eventos locais; noticiar os acontecimentos comunitários e de utilidade pública; promover atividades educacionais e outras para a melhoria das condições de vida da população.
A idéia de rádio comunitária nasceu com o sentido de dar voz aos populares. Trata-se de uma pequena estação de rádio, que dá condições a determinada comunidade de ter um canal de comunicação inteiramente dedicado a ela, pelo qual seus membros vão divulgar suas idéias. Segundo Valdir Boffetti, professor do curso de Rádio e TV do Centro Universitário Municipal de São Caetano (IMES), sua principal característica é a participação efetiva da comunidade. "É diferente de uma rádio comercial local, por exemplo. Na comunitária as pessoas podem participar na produção da programação e não ficar na mera posição de ouvintes".
Estima-se que hoje existam dez mil rádios comunitárias no Brasil. A lei que as regulamenta é de 1998. Basicamente, ela determina que:
* é um tipo especial de emissora FM;
* deve ter alcance limitado a, no mínimo, um quilômetro a partir de sua antena transmissora;
* não pode ter fins lucrativos nem vínculos com partidos políticos, instituições religiosas etc.;
* não pode, em hipótese alguma, inserir propaganda comercial, a não ser sob a forma de apoio cultural, de estabelecimentos localizados na sua área de cobertura;
* não pode utilizar a programação de qualquer outra emissora simultaneamente, a não ser quando houver expressa determinação do Governo Federal.
De acordo com o Ministério das Comunicações, somente as "fundações e as associações comunitárias sem fins lucrativos, legalmente constituídas e registradas, com sede na comunidade em que pretendem prestar o serviço, cujos dirigentes sejam brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos, maiores de 18 anos, residentes e domiciliados na comunidade" podem se candidatar a montar uma rádio comunitária.
Normas
Atualmente, a autorização para execução do serviço de rádio comunitária é concedida por dez anos, podendo ser renovada por igual período. Cada entidade pode receber apenas uma autorização para execução do serviço, sendo proibida a sua transferência.
Se todos os requisitos da lei forem cumpridos, e um grupo pretender montar uma rádio para atender a sua comunidade, alguns cuidados devem ser tomados. Um deles diz respeito aos equipamentos. Um conjunto de transmissor de 25 watts, gerador de estéreo, cabos, antenas e mesa que custa em média R$ 3 mil.
Outro cuidado a ser tomado é na hora de escolha da sede da rádio comunitária. Deve ser levado em conta que a topografia influi no alcance da transmissão. Como as ondas de rádio FM se propagam em linha reta, por exemplo, se houver um obstáculo no caminho (prédio, montanha, torres etc), o sinal será interrompido. Por outro lado, se for um planalto, um transmissor de baixa potência vai alcançar longas distância — não é necessário comprar um de um milhão de watts se com um de 50 a questão estaria resolvida.
A legislação brasileira considera crime o não cumprimento das normas sobre instalação, programação, administração e transmissão da rádio comunitária. A punição vai desde uma advertência ou multa até a perda da autorização.
A programação de uma Rádio Comunitária
A programação diária de uma rádio comunitária deve conter informação, lazer, manifestações culturais, artísticas, folclóricas e tudo aquilo que possa contribuir para o desenvolvimento da comunidade, sem discriminação de raça, religião, sexo, convicções político-partidárias e condições sociais. Deve respeitar sempre os valores éticos e sociais da pessoa e da família e dar oportunidade à manifestação das diferentes opiniões sobre o mesmo assunto.
Fonte: Ministério das Comunicações
Descuido na alimentação
Brasileiros se alimentam mal, revela pesquisa
Pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e USP revelam que a média dos brasileiros com mais de 40 anos está acima do peso, come-se muito é um exagero, principalmente nas proteínas, nos carboidratos e na gordura, alimenta-se mal, com menos minerais e vitaminas na dieta. Essas são principais observações que a pesquisa obteve, sendo que foi ouvidas cerca de 2500 pessoas em 150 cidades de todo o país.
A observação contatou que os mais obesos encontram-se na classe média 60% dos entrevistados, esta diferença é pequena ao compararmos com a classe baixa que 52% estão acima do peso ideal. Apenas 3% das pessoas ouvidas apresentaram baixo peso. O cálculo do consumo de nutrientes foi feito por meio de entrevista em residências escolhidas por sorteio, os pesquisadores visitaram as casas dos entrevistados e verificaram que cada pessoa tinha ingerido no último dia.
Para avaliar a incidência de obesidade, o critério utilizado foi o chamado índice de massa corporal (IMC), O cálculo é feito dividindo o peso da pessoa em quilos por sua altura em (metros), elevada ao quadrado. Considera-se que IMCs entre 18,5 e 25 correspondem ao peso ideal das pessoas. Acima e abaixo desses números,existiria falta de ou abuso de peso. A média nacional foi de sobrepeso IMC de 26,4.
O índice mostra que a obesidade pode estar se tornando um problema de saúde, “ o Brasil se mostrou tristemente democrático em relação as deficiências de vitaminas, que são semelhantes em todas as regiões do país”. Declarou o médico Luiz Fernando Costa.
Um alimento que possui nutrientes importantes para uma boa dieta é o leite e seus derivados, pois o líquido é rico em cálcio. A ingestão adequada de frutas, legumes, verduras, vitaminas C, A e magnésio, proporciona uma alimentação balanceada e são suficientes para sanar ou diminuir os altos índices de obesidades.
Pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e USP revelam que a média dos brasileiros com mais de 40 anos está acima do peso, come-se muito é um exagero, principalmente nas proteínas, nos carboidratos e na gordura, alimenta-se mal, com menos minerais e vitaminas na dieta. Essas são principais observações que a pesquisa obteve, sendo que foi ouvidas cerca de 2500 pessoas em 150 cidades de todo o país.
A observação contatou que os mais obesos encontram-se na classe média 60% dos entrevistados, esta diferença é pequena ao compararmos com a classe baixa que 52% estão acima do peso ideal. Apenas 3% das pessoas ouvidas apresentaram baixo peso. O cálculo do consumo de nutrientes foi feito por meio de entrevista em residências escolhidas por sorteio, os pesquisadores visitaram as casas dos entrevistados e verificaram que cada pessoa tinha ingerido no último dia.
Para avaliar a incidência de obesidade, o critério utilizado foi o chamado índice de massa corporal (IMC), O cálculo é feito dividindo o peso da pessoa em quilos por sua altura em (metros), elevada ao quadrado. Considera-se que IMCs entre 18,5 e 25 correspondem ao peso ideal das pessoas. Acima e abaixo desses números,existiria falta de ou abuso de peso. A média nacional foi de sobrepeso IMC de 26,4.
O índice mostra que a obesidade pode estar se tornando um problema de saúde, “ o Brasil se mostrou tristemente democrático em relação as deficiências de vitaminas, que são semelhantes em todas as regiões do país”. Declarou o médico Luiz Fernando Costa.
Um alimento que possui nutrientes importantes para uma boa dieta é o leite e seus derivados, pois o líquido é rico em cálcio. A ingestão adequada de frutas, legumes, verduras, vitaminas C, A e magnésio, proporciona uma alimentação balanceada e são suficientes para sanar ou diminuir os altos índices de obesidades.
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
O que é overdose?
Manoela Ramos
Quando se fala em overdose que é o exagero do consumo de uma substância no organismo, associa-se logo ao consumo de drogas, porém qualquer tipo de medicamento consumido em excesso pode ocasionar uma overdose.
Ela ocorre numa situação na qual o consumo de uma substância é superior ao que o organismo suporta, produzindo conseqüências graves que podem levar até a morte do indivíduo, caso não seja socorrido por um médico.
Segundo a psicóloga Drª. Verônica Valadares uma pessoa com overdose deve ser socorrida de imediato, pois quanto mais tempo passar maiores serão as conseqüências para a vítima que poderá morrer por intoxicação.
O melhor a se fazer no combate a overdose é a prevenção que pode ser feita pela família do indivíduo, a partir do momento que a mesma detectar algo estranho no comportamento do usuário de drogas, internando-o numa clínica de recuperação de dependentes químicos.
Esse tratamento é de suma importância, pois o dependente químico não consome drogas objetivando adquirir overdose, sendo a mesma uma conseqüência do uso de drogas que vai aumentando progressivamente à medida que o organismo do usuário vai se acostumando com as substâncias e vai pedindo doses maiores.
Quando se fala em overdose que é o exagero do consumo de uma substância no organismo, associa-se logo ao consumo de drogas, porém qualquer tipo de medicamento consumido em excesso pode ocasionar uma overdose.
Ela ocorre numa situação na qual o consumo de uma substância é superior ao que o organismo suporta, produzindo conseqüências graves que podem levar até a morte do indivíduo, caso não seja socorrido por um médico.
Segundo a psicóloga Drª. Verônica Valadares uma pessoa com overdose deve ser socorrida de imediato, pois quanto mais tempo passar maiores serão as conseqüências para a vítima que poderá morrer por intoxicação.
O melhor a se fazer no combate a overdose é a prevenção que pode ser feita pela família do indivíduo, a partir do momento que a mesma detectar algo estranho no comportamento do usuário de drogas, internando-o numa clínica de recuperação de dependentes químicos.
Esse tratamento é de suma importância, pois o dependente químico não consome drogas objetivando adquirir overdose, sendo a mesma uma conseqüência do uso de drogas que vai aumentando progressivamente à medida que o organismo do usuário vai se acostumando com as substâncias e vai pedindo doses maiores.
Meninos sob pressão
Manoela Ramos
A sociedade atual vivencia uma iniciação sexual prematura dos seus jovens. Na qual os meninos, em especial, são pressionados a deixar de ser virgens, aproximadamente aos 13 anos, para serem aceitos pelo seu circulo de amizades. E as meninas estão engravidando cada vez mais cedo devido a falta de uma orientação sexual adequada. Diferente de épocas anteriores, onde a perda da virgindade masculina ocorria a partir dos 16 anos, quando os próprios pais dos rapazes os levavam para iniciar sua vida sexual nas casas de prostituição e as moças eram cobradas a manterem-se virgens até o casamento.
Segundo alguns sociólogos, esta precocidade está ocorrendo devido a uma transição pela qual a sociedade atual está passando ocasionada por uma conseqüente mudança de valores que lhe estão sendo impostos implicitamente pela mídia em todos os campos da sociedade. Com a televisão contendo uma programação de novelas, desenhos e programas de cunho sexual apelativo; com músicas também apelativas, e pela própria moda que impõe o uso de roupas que exaltam a sexualidade e a cada coleção vão tornando-se menores.
Eles também acreditam que parte da culpa dessa iniciação sexual antecipada seja atribuída aos pais que disponibilizam a maior parte do seu tempo ao trabalho com a intenção de oferecer bens materiais a seus filhos, muitas vezes lhe faltando tempo para perceber o que os jovens estão assistindo ou vestindo.
A psicóloga Verônica Valadares, atribui a responsabilidade dessa pressão por uma iniciação sexual precoce a todo um contexto social, que mostra programas de TV exibidos a tarde e recomendados para todas as idades, no qual as personagens iniciam sua vida sexual cada vez mais cedo, igualmente a um despertar pela sexualidade antecipado com meninas menstruando e meninos tendo sua primeira ejaculação precocemente. Há também o fato dos pais não estarem preparados para dar orientação sexual a seus filhos, deixando a responsabilidade para a escola que também não se sente apta a oferecer essa orientação só passando aos alunos a parte biológica. “Tem que haver um acompanhamento de alguém próximo dos adolescentes que tire todas as suas dúvidas, não basta só a realização de campanhas educativas”, afirma a psicóloga.
Atualmente, está ocorrendo um fenômeno no qual os pais estão recorrendo aos psicólogos para passarem uma orientação sexual satisfatória aos seus filhos, fato considerado positivo. Entretanto, passa a ser quase um acontecimento isolado, uma vez que a maior parte da população não dispõe de capital para pagar um profissional para educar os jovens. O que pede uma mudança de mentalidade dos pais com relação a educação sexual dos seus filhos a qual evitaria a aquisição de doenças sexualmente transmissíveis pelos adolescentes e uma diminuição no número de meninas que engravidem precocemente.
“Iniciei minha vida sexual aos 14 anos para ser aceito na minha turma do colégio, meus amigos não tiravam minhas dúvidas de forma clara, pois eles mesmos não sabiam de tudo; me arrependo de não ter tido coragem de perguntar a meu pai tudo o que eu precisava saber, talvez as respostas dele tivessem evitado a gravidez da minha namorada com apenas 13 anos”, comenta Pedro Neto, jovem de 18 anos que parou de estudar para sustentar sua filha de 3 anos.
“Uma gravidez precoce acarreta toda uma mudança no contexto social, já que uma menina de 13 anos não possui uma estrutura para educar sua filha, muitas vezes as duas tem uma relação de amigas e não de mãe e filha, o que futuramente pode vir a apresentar-se como negativo pela falta de uma figura da mãe na vida da criança”, afirma a psicóloga Verônica.
A sociedade atual vivencia uma iniciação sexual prematura dos seus jovens. Na qual os meninos, em especial, são pressionados a deixar de ser virgens, aproximadamente aos 13 anos, para serem aceitos pelo seu circulo de amizades. E as meninas estão engravidando cada vez mais cedo devido a falta de uma orientação sexual adequada. Diferente de épocas anteriores, onde a perda da virgindade masculina ocorria a partir dos 16 anos, quando os próprios pais dos rapazes os levavam para iniciar sua vida sexual nas casas de prostituição e as moças eram cobradas a manterem-se virgens até o casamento.
Segundo alguns sociólogos, esta precocidade está ocorrendo devido a uma transição pela qual a sociedade atual está passando ocasionada por uma conseqüente mudança de valores que lhe estão sendo impostos implicitamente pela mídia em todos os campos da sociedade. Com a televisão contendo uma programação de novelas, desenhos e programas de cunho sexual apelativo; com músicas também apelativas, e pela própria moda que impõe o uso de roupas que exaltam a sexualidade e a cada coleção vão tornando-se menores.
Eles também acreditam que parte da culpa dessa iniciação sexual antecipada seja atribuída aos pais que disponibilizam a maior parte do seu tempo ao trabalho com a intenção de oferecer bens materiais a seus filhos, muitas vezes lhe faltando tempo para perceber o que os jovens estão assistindo ou vestindo.
A psicóloga Verônica Valadares, atribui a responsabilidade dessa pressão por uma iniciação sexual precoce a todo um contexto social, que mostra programas de TV exibidos a tarde e recomendados para todas as idades, no qual as personagens iniciam sua vida sexual cada vez mais cedo, igualmente a um despertar pela sexualidade antecipado com meninas menstruando e meninos tendo sua primeira ejaculação precocemente. Há também o fato dos pais não estarem preparados para dar orientação sexual a seus filhos, deixando a responsabilidade para a escola que também não se sente apta a oferecer essa orientação só passando aos alunos a parte biológica. “Tem que haver um acompanhamento de alguém próximo dos adolescentes que tire todas as suas dúvidas, não basta só a realização de campanhas educativas”, afirma a psicóloga.
Atualmente, está ocorrendo um fenômeno no qual os pais estão recorrendo aos psicólogos para passarem uma orientação sexual satisfatória aos seus filhos, fato considerado positivo. Entretanto, passa a ser quase um acontecimento isolado, uma vez que a maior parte da população não dispõe de capital para pagar um profissional para educar os jovens. O que pede uma mudança de mentalidade dos pais com relação a educação sexual dos seus filhos a qual evitaria a aquisição de doenças sexualmente transmissíveis pelos adolescentes e uma diminuição no número de meninas que engravidem precocemente.
“Iniciei minha vida sexual aos 14 anos para ser aceito na minha turma do colégio, meus amigos não tiravam minhas dúvidas de forma clara, pois eles mesmos não sabiam de tudo; me arrependo de não ter tido coragem de perguntar a meu pai tudo o que eu precisava saber, talvez as respostas dele tivessem evitado a gravidez da minha namorada com apenas 13 anos”, comenta Pedro Neto, jovem de 18 anos que parou de estudar para sustentar sua filha de 3 anos.
“Uma gravidez precoce acarreta toda uma mudança no contexto social, já que uma menina de 13 anos não possui uma estrutura para educar sua filha, muitas vezes as duas tem uma relação de amigas e não de mãe e filha, o que futuramente pode vir a apresentar-se como negativo pela falta de uma figura da mãe na vida da criança”, afirma a psicóloga Verônica.
Assinar:
Postagens (Atom)